Monday, 1 September 2008

Dia 24

Depois de adormecer e acordar varias vezes, entre as quais ia falando com pessoal no meio do corredor onde eu ia sentado, la me levantei de vez. Já passava das 7 e o comboio já ia atrasado. Sai na primeira que dizia Varsóvia. Quão estúpido. Sai no meio de nenhures, um apeadeiro tão velho e sem multibanco como é óbvio. Eu presava zlotis para o taxi, mais que os poucos que tinha desde Cracóvia. Ao longe consegui ver os enormes edifícios do centro da cidade, mas 'a minha volta apenas via pequenas casas e movimento zero. Segui os locais, eles ia trabalhar por isso deviam ir para zonas mais movimentadas. La fui eu de bagagem 'as costas e andei meia hora ate dar com uma rua principal. Tentei perguntar a um senhor se algum dos autocarros da paragem onde estava ia para o aeroporto. Ele la me explicou que tinha de ir ter a uma praça ainda longe e apanhar o 175. Fui andando ate que vi a salvação, uma caixa multibanco. Levantei uns zlotis e o objectivo agora era um taxi, que apanhei uns minutos depois. Que descanso, cheguei ao aeroporto em 8 min. Check in, passaporte, o normal, tirei montes de fotos, ou não fosse eu um geak de aviónica, e fui esperando ate o meu aviao partir. Ainda deu tempo para gastar os últimos zlotis e florints (húngaros) em água e sandes.

Lá fui eu de avião, um Embraer 107, muito confortável e uma pilotagem exemplar. A descolagem como sempre é excitante, motores ao máximo, nariz pa cima. Adrenalina brutal. Adormeci varias vezes, ouvi musica e comi, também não deu tempo para mais pois a viagem é de hora e meia. Antes de aterrar avistei pela primeira vez a Rússia. Uma cidade que se estendia atá ao horizonte.

Cheguei!!! Rússia!! Kalim kakalim! São Petersburgo. Bem o aeroporto é pequenino, tem um aspecto pobre mas eficiência 100%. Assim que saí fui encaminhado para o controlo de passaporte e logo de seguida já a minha mala me esperava. Estranho, costuma ser ao contrário ^_^

Sá faltava o meu transfer. Desencontrei-me com o rapaz e fiquei cá fora e ele la dentro. Mas la nos encontramos e fomos no seu bruto volvo. Eles são doidos a conduzir. Não, mesmo grandes doidos. Tentei falar com ele mas nem fala inglês nem eu russo. Ao menos descobri o nome: Iegor. Andamos, andamos, andamos, a cidade nunca mais acabava, edifícios lindos, estátua do Tio Lenine, o grande, e depois la demos com o Hotel, um bruto edifício. Para quem vinha a dormir junto 'a porta de uma carruagem com pessoal polaco a fumar, a beber vodka e a fazer festa toda a noite, qualquer cantinho com uma almofada era um doce. Mas um hotel enorme com todos os confortos e reegalias, ja pago...epah...de ovelha a ovelha.

E la encontrei os velhotes em sentido na entrada do hotel, eles quase não me viam, e eu bem dizia adeus. Até que a mãe Machado manda o típico grito que se deve ter ouvido nos jogos olímpicos em Pequim. Um abraço bem forte, bem sentido e muitas lágrimas da mama babada com o reencontro do filho. Bem, as novidades podiam ser melhores pois as malas dos meus pais não chegaram à Rússia. Eu que ando 'a 3 semanas fora de casa é que trago roupa lavada. Fomos passear um bocadinho na cidade, comer e depois so queria dormir.

Panda, Здравствуйте! (tentativa de olá em russo)

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