Monday, 1 September 2008

Dia 31

Acordámos cedo mas desta vez por nossa conta. Digo eu, sem programas encarneirados. Objectivo: Lenin!!

Tomámos mais um bruto pequeno almoço, o meu pai para variar abusa sempre no estrangeiro quando se trata de pequeno almoço. Apanhámos metro e seis estações depois, Praça Vermelha! Eram então 8 e meia da manhã. Mas aquilo só abria às 10. Tínhamos tempo para andar a procurar o local exacto da fila, onde deixar as malas e electrónicas proibidas para a visita. Só encontrámos a fila onde estava apenas um canadiano. O frio que estava deve ter afastado imensa gente. Mas o tempo passou num instante.

10 horas! As portas do mausoléu abriram-se, e lá fomos nós, com alguns percalços por causa das maquinas e telemóveis, mas resolvido isso lá fomos. O meu pai só queria ver o Stalin, mas esse ficou para mais tarde. Entrámos nos mausoléu. Aquilo está escuro, solene, com guardas em sentido. Dos poucos sítios onde ainda estão guardas junto de insígnias soviéticas, e do pai maior da Revolução. Lenine! Impressionante a conservação, arrepiou. Até parecia que ía acordar a qualquer momento. Se calhar o povo russo até espera por mais um Lenin. Depois claro que vimos a estátua sob o túmulo do Stalin entre outros. Eu e o meu pai adorámos. A minha mãe estava anestesiada com o frio e a chuva.

Depois foi tempo de passear pela última vez na Praça Vermelha, ir aos souvenirs, dizer dasvidanya e voltar ao hotel para o transfer para o aeroporto.

Lá fomos com mais as 3 solteiras de Lisboa, e chegámos ao grande aeroporto de Moscovo, aliás um dos 5 que servem a cidade. Check-in e lá fomos nós de A319 para Madrid. 4 horas e meia a penar, a ouvir música, a fazer jogos e a dormir. Adeus Rússia, até breve, num destes Invernos espero eu!!

Chegados a Madrid, tivemos que passar no controle outra vez, parece que eles não confiam em países fora da UE por isso todos os líquidos comprados no Tax Free em Moscovo tiveram que ficar retidos. Mas nós não queríamos que assim fosse, eles não íam ficar com a nossa preciosa Vodka. Então lá fui eu a correr pelo aeroporto fora, saí, entrei novamente no check-in e meti as garrafas num pequeno saco de uma das outras senhoras de Lisboa. Fiz entrada da bagagem para o porão e lá tive eu que correr novamente para a porta de embarque. Afinal ainda tinha tempo, mas eu não sabia quão longe era por isso meti-me a correr. Meia hora de pois, A320 para Lisboa.
Esta viagem foi muito muito curta, menos de uma hora, voo impecável. Adorei.

O regresso a Lisboa, confesso que tinha imensas saudades da minha casinha, das minhas coisas. Estranhei algumas coisas, um mês fora baralhou-me. Mas fui dormir na minha bela cama, com malas ainda por desfazer. Senti o peso de 31 dias fora de casa sempre a viajar. Não resisti, adormeci!

Panda, o Viajado regressa

Dia 30

Acordar cedo novamente, pequeno almoço.














Já me começa a fartar buffets com crepes, pepinos, tomate...sempre a mesma coisa. Se ainda fosse comidinha caseira era muito bom. Saímos para visitar igrejas, mosteiros, igrejas, mosteiros, igrejas, mosteiros.









Mas das coisas que mais vi para estes lados foi casamentos. Tanto casório, e segundo os guias acabam na sua maioria em divórcios. Mas as mocas que acompanham é que sao lindas lindas. O pessoal ficou todo parvo com a quantidade de casamentos nestes últimos dias. Até em S. Petersburgo havia aos montes.





Depois de almoço típico, numa casa típica, mais mosteiros e igrejas em Vladimir. Mas desta vez eu e o meu pai não perdoámos, saímos do grupo e fomos tirar fotos junto à estátua do tio Lenine. Finalmente!!!

Regresso a Moskovo sob chuva e fomos jantar ao nosso Hotel no Holiday Inn. Pedimos à moça linda da recepção para nos escrever em russo que queríamos 10 bilhetes de metro. Ela riu-se e fez-nos o favor. Bem gira!!

Tive que puxar pelos meus pais. Desde o dia 1 na Rússia que eles estão desanimados com a mala perdida pela Ibéria que ainda não apareceu. Mas eu obriguei-os a mexerem-se. Fomos para a Praça Vermelha à noite!!! Tão linda! Eles ficaram encantados. Por momentos esqueceram os problemas e deram-se finalmente conta que estavam na capital da Rússia, na imponente Praça Vermelha iluminada à noite!

Panda, o Vermelho

Dia 29


Acordar cedo e cedo erguer é o lema desta viagem.

Lá fomos para o bruto pequeno almoço do Holiday Inn. E apanhámos o autocarro para o Kremlin em Moscovo (porque há outros kremlins. Kremlin é muro fortificado). Aquilo foi dos primeiros sítios onde eu senti a pressão da polícia para estar tudo na linha. Não podíamos atravessar a estrada fora das passadeiras, nem um pézinho, porque ali fica a sede oficial do Presidente da Rússia entre outros lugares administrativos. É como a casa branca do sítio.

Depois temos as lindas catedrais ainda dentro do Kremlin que visitámos. Saímos depois para Posad, o vaticano da região de Moskovo, lindo lindo. Depois de almoço foram ainda umas 4 horas de




camioneta para Suzdal, um terrinha onde jantámos e dormimos.
Mas a piada foi mesmo o jogo de bowling com o pessoal do porto, eu e a minha mãe. Os homens pais ficaram a ver e a filmar. Muito divertido!!!

Panda, ortodoxo

Dia 28


O comboio não parou em lado nenhum. Sá mesmo em Moscovo. Antes de chegarmos, uma hora antes, acordei, fui servido com pequeno almoço no camarote e vesti-me para sair. MOSCOVO. Sensação de objectivo cumprido, o meu último objectivo antes do regresso.

Nova guia, loira outra vez, que nos guiou por uma visita panorâmica pela cidade. Se eu pensava que S. Petersburgo era grande, depois de ver Moscovo no miradouro foi um wooow de queixo no chão. Eu não avistei o fim da cidade. Tem muitos monumentos, maioria dos prédios são baixos, muitas insígnias soviéticas nas fachadas, e ainda alguns monumentos desse tempo, em especial as comemorações da vitoria na Segunda Guerra Mundial onde os russos foram a meu ver os principais vencedores. Claro que os ocidentais também, mas quem chegou primeiro a Berlim foram os russos. E monumentos festivos e alusivos ao feito não faltam.





As ruas são gigantes, largas, mas o que espantou foi a praça vermelha. Vermelha porque essa palavra em russo também significa bonita, daí o nome. Nada a ver com os muros vermelhos do Kremlin ou mesmo com o regime soviético. Imaginava maior, mas foi aí que caí em mim e pensei "Estou em Moscovo!".



Passei frente ao mausoléu do Lenine que ainda espero visitar no meu último dia. Depois de tarde fomos a uma galeria de arte de apenas artistas russos. Muito bonito. Esta guia no entanto é mais lenta. Claro que o meu pai tentou novamente o seu mini comício. Visitámos ainda o metro que tem "palácios" nas estações. Assim era a intenção de Stalin, para que o povo pudesse ter e usar os palácios no seu dia-a-dia agitado.

Serão no hotel a jogar cartas com o pessoal do Porto. Eles são espectaculares. E pronto, a família Machado voltou para os seus aposentos no 21 piso, de onde se tem uma vista descomunal sobre a capital. De perder a vista.

Panda, Moscovita

Dia 27


Mais visitas de manha. Desta vez fomos ao palácio da Catarina, que fica uns Km's fora de S. Petersburgo. Eu a pensar que os outro palácios ja me tinham enchido as medidas. Mas este rebentava a escala. Jardins enormes, lugares lindos, e o palácio em si é de sonho. Saímos para almoço e a comida tem vindo sucessivamente a melhorar.


E como sempre o meu pai não resiste a fazer o seu mini comício e meteu conversa com a guia. Quando vínhamos na viagem de regresso o pessoal todo levou uma lição de socialismo, comunismo e historia recente da Rússia. Como eu adorei. Aposto que havia muito pessoal confuso, ou aborrecido de ouvir algumas verdades. Claro que a conversa me estava a agradar e percebi que eram efeitos de certos e determinados comícios.


Voltamos à cidade e eu tinha 5 horas só para mim. Os meus pais entretanto foram ver folclore russo.

Eu voltei ao hotel de autocarro para ainda abusar umas duas horas de Internet que eu já tinha pago, comprar uns souvenirs, passear e voltar, de metro. Gostei bastante das ultimas horas nesta linda e fantástica cidade. Como eu adorava voltar de inverno.




Depois de jantar fomos para a estação onde apanhamos um comboio de luxo, classe zero como disse o rapaz do Porto. O meu pai não se livrou de dois beijinhos de despedida da Anna, a nossa guia.







Depois deslumbrámo-nos com o comboio e a viagem. Aquilo é melhor que certos hotéis, de classe. Fui a dormir num camarote de duas camas só para mim. Os meus pais iam no outro ao lado e ainda tinha o pessoal do Porto como vizinhos. Foi divertido, exploramos aquilo tudo, tínhamos uma empregada para nos servir, comida, pequeno almoço incluído, camas confortáveis, desanço assegurado.




Depois de andar em tanto comboio neste mes, depois de todas e mais algumas situações, como dormir nas escadas ao pe da casa de banho entre Budapeste e Varsóvia com polacos bêbados e a fumar, depois disso tudo eis que a minha ultima viagem de comboio destas férias é feita num comboio hotel com os luxos todos. Viva S. Petersburgo. próxima paragem: Moscovo.

Panda, tsar da Vodka

Dia 26

Terceiro dia em S. Petersburgo. Começamos o dia no Hermitage, mas que grande, lindo, embora rápido demais para mim. Aqui eu podia ficar 3 semanas ou mesmo um mês e acho que ainda ficava muito para ver. Como tudo nesta cidade, este palácio é muito muito grande. Ou não fosse esta a cidade de Pedro o Grande, seu fundador, e de Catarina "O" Grande, como dizem os franceses.

De tarde tempo livre. Tentamos como todos os dias, saber das malas, ligar para Lisboa, guias e afins. Fomos ainda comprar óculos graduados para o meu pai, que perdeu os dele no primeiro dia.


Depois visitamos algumas igrejas e templos ortodoxos. Expliquei aos meus pais o pouco que sabia graças ao Borko.










Voltamos, e eu voltei ao vício da net, já tinha algumas saudades de teclar com pessoal e não resisti a ligar a alguns (viva o skype).

Panda, o Gigante de Pandagrado

Dia 25

Claro que já sabia que a viagem toda ía ser encarneirada, grupinho todo junto, com guia. Adorei desde início a nossa guia, só falava espanhol, mas é simpática, desenrascada, rápida, mesmo o que eu não esperava num grupo de turistas a entrar na 3ª idade. Ao menos alguém percebia as minhas preocupações da possibilidade de isto tudo ser uma pasmaceira.




A visita por S. Petersburgo começou com uma visita panorâmica de autocarro pela cidade. Tudo é grande, tudo é largo, as vistas fantásticas. Depois de uma paragem técnica comprei um gorro de neve soviético. Umas senhoras que vinham na nossa viagem logo me apelidaram de russo.

De seguida fomos passear de barco pelos vários canais. Aquilo é mesmo lindo. Praças largas, pontes lindas. Adoro esta cidade. Pena não haver mais estátuas do tio Lenine e do Zé Stalin. Já agora também do Marx.

Primeiro almoço foi num restaurante de tapas. Bahhh. Claro que os espanhóis adoraram. No nosso grupo de 30 pessoas apenas 10 são tugas. Pela amostra percebesse o porque de as guias falarem espanhol. Encontrei uma colega do 9 ano, a Rita Dinis. Já não a via há anos, nunca me passaria pela cabeça encontra-la aqui. Na Portela talvez sim, mas aqui???

Conheci ainda a família que veio do Porto. Muito simpáticos. Jantarito, conversa com o grupo de 3 solteironas de Lisboa e cama. Foi só o primeiro dia mas eu imagino já os outros iguais, tudo encarneirado.

Panda em Leninegrado

Dia 24

Depois de adormecer e acordar varias vezes, entre as quais ia falando com pessoal no meio do corredor onde eu ia sentado, la me levantei de vez. Já passava das 7 e o comboio já ia atrasado. Sai na primeira que dizia Varsóvia. Quão estúpido. Sai no meio de nenhures, um apeadeiro tão velho e sem multibanco como é óbvio. Eu presava zlotis para o taxi, mais que os poucos que tinha desde Cracóvia. Ao longe consegui ver os enormes edifícios do centro da cidade, mas 'a minha volta apenas via pequenas casas e movimento zero. Segui os locais, eles ia trabalhar por isso deviam ir para zonas mais movimentadas. La fui eu de bagagem 'as costas e andei meia hora ate dar com uma rua principal. Tentei perguntar a um senhor se algum dos autocarros da paragem onde estava ia para o aeroporto. Ele la me explicou que tinha de ir ter a uma praça ainda longe e apanhar o 175. Fui andando ate que vi a salvação, uma caixa multibanco. Levantei uns zlotis e o objectivo agora era um taxi, que apanhei uns minutos depois. Que descanso, cheguei ao aeroporto em 8 min. Check in, passaporte, o normal, tirei montes de fotos, ou não fosse eu um geak de aviónica, e fui esperando ate o meu aviao partir. Ainda deu tempo para gastar os últimos zlotis e florints (húngaros) em água e sandes.

Lá fui eu de avião, um Embraer 107, muito confortável e uma pilotagem exemplar. A descolagem como sempre é excitante, motores ao máximo, nariz pa cima. Adrenalina brutal. Adormeci varias vezes, ouvi musica e comi, também não deu tempo para mais pois a viagem é de hora e meia. Antes de aterrar avistei pela primeira vez a Rússia. Uma cidade que se estendia atá ao horizonte.

Cheguei!!! Rússia!! Kalim kakalim! São Petersburgo. Bem o aeroporto é pequenino, tem um aspecto pobre mas eficiência 100%. Assim que saí fui encaminhado para o controlo de passaporte e logo de seguida já a minha mala me esperava. Estranho, costuma ser ao contrário ^_^

Sá faltava o meu transfer. Desencontrei-me com o rapaz e fiquei cá fora e ele la dentro. Mas la nos encontramos e fomos no seu bruto volvo. Eles são doidos a conduzir. Não, mesmo grandes doidos. Tentei falar com ele mas nem fala inglês nem eu russo. Ao menos descobri o nome: Iegor. Andamos, andamos, andamos, a cidade nunca mais acabava, edifícios lindos, estátua do Tio Lenine, o grande, e depois la demos com o Hotel, um bruto edifício. Para quem vinha a dormir junto 'a porta de uma carruagem com pessoal polaco a fumar, a beber vodka e a fazer festa toda a noite, qualquer cantinho com uma almofada era um doce. Mas um hotel enorme com todos os confortos e reegalias, ja pago...epah...de ovelha a ovelha.

E la encontrei os velhotes em sentido na entrada do hotel, eles quase não me viam, e eu bem dizia adeus. Até que a mãe Machado manda o típico grito que se deve ter ouvido nos jogos olímpicos em Pequim. Um abraço bem forte, bem sentido e muitas lágrimas da mama babada com o reencontro do filho. Bem, as novidades podiam ser melhores pois as malas dos meus pais não chegaram à Rússia. Eu que ando 'a 3 semanas fora de casa é que trago roupa lavada. Fomos passear um bocadinho na cidade, comer e depois so queria dormir.

Panda, Здравствуйте! (tentativa de olá em russo)

Dia 23

Acordar cedinho, malas feitas e carro para a estação. Coitado do Borko, esta tão mal, cansado e constipado. Mas passa-lhe. Agora que se ia livrar de mim, brincava eu, vai entrar de ferias. Comboio das oito da matina, mais um abraço forte e com uma esperança de nos vermos em Lisboa.

Comboio intercidades, ate me pareceu bastante bom para os paises que eram, sempre a andar até Budapeste.

Chegado 'a capital da Hungria tratei do essencial. Saber se o meu bilhete precisava de reserva e disseram-me que não, levantar dinheiro local e deixar a mala grande no depósito delas. Tudo feito. Agora a caminho dos banhos.

La segui eu pela rua grande até à praça dos vitoriosos, se não me engano, tirei umas fotos e segui caminho que só tinha mais umas 5 horas antes do comboio. Fui andando pelo parque, andei, andei, andei, fui a volta ao enorme parque e nada de banhos. E depois lembrei-me que era mesmo ao lado da praça. La voltei para trás e vislumbrei entre as árvores o edifício do meu paraíso. Que alivio, quer dizer alivio foi depois de entrar. Banhos por todo o lado, entrei nas piscinas todas, fui a umas quantas saunas, ate entrei na piscina de 20 graus depois de sair da de 40. Maravilha!!! Se Beograd é a Babeland, aqui 'e sem duvida a Relaxland, embora contraste com a agitada cidade que rodeia os banhos. Duas horas e meia de molho, tão bom, que alivio, que sensação de frescura.


Voltei 'a estação, quase me perdia, mas ate' foi porreiro quando encontrei um supermercado para me aviar para a viagem, uma loja de gyros que me soube taaaaoooo bem. E de seguida a estação e o comboio. Bem, mal imaginava eu o "conforto" que ia ter no comboio depois daquelas maravilhosas saunas. Não tinha reserva, eu e mais uns 15 que se espalharam por vários corredores. Isto porque existia uma composição de camas, outra que tinha um destino diferente e a minha carruagem estava "reservada". Isto porque entrou um conjunto de cerca de 60 polacos, que encheram a carruagem com umas 100 garrafas de vodka para ser simpático, comida, musica e muita galhofa. Nos sem reserva amanhámo-nos por outros lados. Ate Bratislava vim num compartimento com um Norueguês e falamos o caminho todo. Muito interessante. Depois tive que mudar para a carruagem dos polacos. Tive que ficar no corredor junto 'as portas onde os polacos vinham gritar, usar a casa de banho, fumar, e beber mais um copo que se tinham esquecido la dentro. Claro que meteram conversa, ate porque sem queres trazia a minha camisola da Crakovia, e quando lhes disse que era de Portugal adivinhem o que disseram...não, não foi Eusébio, mas sim Cristiano Ronaldo. Falei imenso com a guia deles, alem de ser boa e interessante, que 'e raro, já tinha ido a Portugal e adorava Sintra e o café na Piriquita.


Fomos passando de pais em pais, ia vendo pelas estações e pela rede do telemóvel. Falei também com outro polaco fora do grupo como eu. Falamos de futebol, gajas e dos nossos países. Homens! Quando ele se foi embora, e toda a gente do corredor (digamos que era mais um becozinho para a casa de banho e de acesso ao vagão), já os polacos dormiam, ai sim eu sentei-me e adormeci umas boas horas, em cima da minha mala, agarrado 'a mochila pequena e com os pés nas escadas de acesso. Quero voltar para as saunaaaaasssssss!!!!

Panda, hidratado e relaxado

Dia 22

A constipação, ou alergia ou la o que é que o Borko tem piora de dia para dia. No entanto hoje é o meu ultimo dia em Novi Sad. Fomos de manha para a faculdade, onde vi o Milan a trabalhar no seu gabinete. Fomos para os computadores (serviço militar sérbio) e o Milan pôs-se a mandar-me mails e lá me engatou para almoçar e pusemos a conversa em dia. Depois de almoço fui com o Borko e a Cmoka comer gelado, escrever postais e comprar souvenirs.



Mas o melhor estava para vir, fui sair com a Anika, só podia. Então eu estava a 1km de distancia de casa dela e falava menos que quando estou a 2500km??? Nao podia ser. La fomos passear no Danúbio, a noite. Foi muito agradável, ela é uma amiga muito especial para mim.



Depois foi a borga, pois o Borko lembrou-se de fazer uma concentração de pessoal e fomos todos para a bjeca numas das praças centrais. Adeus pessoal, ate' outro dia. Adeus Novi Sad, ate' sempre.


Panda, ya platchum

Dia 21


O programa para hoje foi simples. Acordar de manha, ir ao mercado comprar ingredientes, biscoitos, chocolates e cerveja. Depois cozinhar o resto do dia. hoje foi o dia de um jantarzinho 'a moda portuguesa aqui pelo Je. Fiz carne de porco 'a Portuguesa. Quando expliquei 'a Vera como era feito ela torceu o nariz mas não foi por isso que me deixou de ajudar. A sua ajuda foi mesmo preciosa. Fiz ainda arroz doce, mas pelos vistos eles também tem disto. Os convidados foram o Milan, a Marina que é amiga do Borko, e a Anika que não veio porque apanhou uma otite (até me arrepia só de me lembrar das dores que eu já tive). Brindamos com vinho do Porto, falamos, comemos e pelos vistos toda a gente gostou. Depois fomos sair para uns copos com o Mladen e o Sava. Foi agradável o dia.

Panda, a la tuga no meio da Sérbia

Dia 20


Hoje foi acordar cedo para ir ao Serviço Militar Sérbio. Por outras palavras fomos para a faculdade sentar frente aos computadores e fazer nenhum. Enfim, quando as aulas começarem o Borko vai ter muito que fazer. Na prática é um acordo entre o exército a faculdade: ou fazes 6 meses de recruta ou 9 meses de ajuda aos serviços da faculdade. Encontramos o Milan no seu trabalho, fui visitar o seu gabinete e o laboratório. Ele trabalha em espectroscopia atómica. Mas com visita guiada é muito melhor.

Depois de mais um serviço militar cumprido voltamos então para casa para o belo do almoço da Vera. Sempre excepcional. O bom gosto da cozinha Jugoslava. Depois a tarde foi dormir e fazer nenhum, e a seguir foi melancia e sair à noite com a já habitual companhia do Mladen e do Sava.




Panda, mais um dia descansado em NS