Tuesday, 3 May 2011

Memórias de Paris, o último mês - RoadTrip Etapa 0

Agosto 2010 celebrava o meu 11º mês em Paris. Mais 15 dias e tinha sido um ano completo, sem contar com viagens, apenas contando com residência fixa em Paris desde 15 de Setembro de 2009. Em todo o caso uma coisa era certa, ía voltar em definitivo para Lisboa para terminar o meu curso e seguir vida em Lx. E Paris?? Paris não estava nos planos a curto prazo.

Na última semana de Julho ainda tive a casa cheia. Famelga da Sofia, Mireia e Aina de passagem e os últimos dias do Pepe e do Dani em Paris. Mas Paris sempre tem a Lea e alguns colegas que aí vivem ainda. Não é o mesmo espírito erasmus, é talvez mais do que isso. É um conforto ter sempre amigos por onde passo.

Mas este mês tinha ainda mais significado que a minha última passagem pela cidade enquanto parisiense. Voltar à minha terra, ver caras conhecidas, voltar a casa e voltar aos meus pais. Viajar muito sempre com os olhos no horizonte e a bagagem cheia de tralha e recordações.

Um “Au revoir” a Paris e começava este mês com um avião para Lisboa.

Plano: ir de carro a Paris, trazer todas as minhas coisas e voltar para Lisboa. Tinha pensado em fazer escala em Madrid e Barcelona, tanto na ida como na volta. Uma roadtrip de capitais, mas ainda assim uma roadtrip.
Se o Pepe estivesse em Valência passava por lá. Mas neste mês o sacana foi para Shangai por 2 meses.
Regresso a Lx onde me fui preparar para essa grande aventura. Aproveitei para sair com a Chica que já não estava a viver em Lisboa e ía voltar para Londres.

Vi gente!! Já cheirava a regresso e não queria...Enfim, alguma vez tinha que ser. Mas ainda tinha muito pela frente até voltar de vez.

Saí de Lisboa no dia 4 de Agosto pelas 8 da manhã. Por razões logísticas o destino era directamente Barcelona, fazendo pequenas paragens pelo caminho para descansar, comer, e atestar a máquina. A máquina era o Mercedes azul americano. Grande, estável, vindo de uma revisão que me assegurava duas coisas: ía e voltava.

Cerca de 1200 Km’s de ponta a ponta da península estavam à minha espera nesta primeira etapa.

Cruzar a Ibéria e beber da brisa mediterrânica...

Panda Ibérico

Thursday, 1 July 2010

A minha vida parisiense dos últimos tempos...

Como dizer isto em palavras...costuma-se dizer que uma imagem vale por mil palavras...mas como é que se diz essa mesma frase sem palavras?

Nos últimos dois posts pouco contei sobre a minha vida parisiense...sim, agora é mesmo parisiense e se não fosse o sacana do senhorio estaria para acabar, mas cá vou ter que ficar pelo menos até 23 de Agosto. Pelo meio irei visitar amigos na Suíça, em Barcelona, Madrid, e quem sabe Inglaterra se tiver o tempo e o dinheiro. O plano é regressar em grande, de carro. Um Paris-Dakar de 1700 Km com términos em Lisboa. Se tudo correr bem o meu co-piloto será um grande amigo sérbio!! ^_^

Bom, mas antes de tudo isso, a minha vida mudou bastante desde Orly...a bem dizer a mudança começou mesmo quando cheguei das férias de Natal a Paris. Fria, branca, acolhedora não fosse eu ter saído com o Pepe logo nos primeiros dias...e quem me mandou a mim. Nessa célebre noite de frio, quando tomávamos o nosso café frente ao Pompidou, alguém liga para o Pepe, para irmos ter com eles. Um grupo de Erasmus estava a patinar frente ao Hotel de Ville. Foi nessa grande noite que conheci duas pessoas.

Tão simples e tão profundo como isso. Conhecer pessoas.

Não só um "Olá, tudo bem? De onde vens?"...mas conhecer. Encontrar alguém que nos toca. Essa noite fria é um dos momentos mais vivos da minha memória Erasmus, tal como quando encontrei o Pepe nos Champs de Mars, ou o Henry e a Rebecca na faculdade.

Nessa noite conheci a Mireia e a Elena.

Talvez a culpa de eu não mais voltar a escrever com a frequência (escassa eu sei) neste blog tenha sido delas. Se com o Pepe eu já saía quase todas as noites, com elas então passou a ser mesmo o tempo todo. Sair da faculdade sem ter plano, sem telefonar ou enviar uma mensagem a perguntar "Que haceis hoy?" parecia mentira...a bem dizer, nestas últimas semanas, agora que já voltaram para terra além perinéus, até que parece mesmo mentira.

Tudo o que se passou no meu tempo em Paris, entre o Natal e até à três semanas atrás, passou também por elas, por outras pessoas muito importantes também, mas por elas sempre. Nem sei bem por onde começar, e não me digam pelo início, porque conhecer pessoas assim não tem nem princípio nem fim. Mas, para dar uma achega ao quão a minha vida mudou...

Foi com elas que conheci o Pop In, o Open Mic de Domingos à noite. Um local quase de culto para todos os amantes de música, canto-autores, cerveja e maluquice quanto baste. Foi por elas que conheci no Pop In o Fabien Fabre (vejam e devorem o seu MySpace ^_^).
Foi com elas que comecei a frequentar o "Les Cigognes", que é só o bar da minha vida! Foi o Luís que me levou lá a primeira vez, e que nos acompanhou sempre. E elas sempre estiveram presentes. Local de encontro, reencontro, de lamento, de brutais bebedeiras, de risos tão largos, de "Gosto", de queixo no chão com a Claire, de muitas 4.2
Foi com elas que conheci a mítica vila de Vitry-sur-Seine. Entre Paris e Orly, uma vila simpática, de casas de poucos andares, com pequenos quintais nas traseiras, com um dos melhores mercados da Île-de-France. Não é que o mercado seja grande, mas é pela gente que aí se cruza. Romaria a Vitry aos fins de semana passou a ser tradição. Foi onde finalmente conheci a Irene. Outra pessoa que é ao mesmo tempo tão pequena e tão maravilhosa. Foi aí que dormi algumas noites, escutando música, cachimba marroquina, chocolat chaud pela noite, e pela manhã (quase tarde) uma maravilhosa pizza (quase tarte) de beringela com muita coisa...eu nem gosto de beringela, mas sabia-me tão bem. Vitry é também o habitat natural de um Guaxinim e de um Wookiee.
Foi com elas que saí para todo o lado. Casas ocupas no Canal St Martin ou em Glaciére. Pique-niques à beira sena, seja na ilha de Saint Louis, seja no cais de Austerlitz, seja no Batofar, seja no Jardim das Plantas, seja em Barbés, seja para as várias festas ao longo destes meses. Ir ao P'tit Grec sem elas era (e é) como comer um crepe sem nada. Sem sabor.
Foi com elas também que tive um dos melhores aniversários da minha vida. "Born to be Panda" foi o mote que deu origem a uma surpresa fantástica. E pelo que sei foi no Cigognes que tudo foi planeado. No meu aniversário apareceu toda a gente em minha casa, tudo pintado, imaginem lá, de Pandas. Incrível!!
Foi com elas que fiz duas festas. Uma em Orly, em jeito de despedida, e uma outra festa, a de inauguração, em Denfert.
Foi com elas que fui a Lisboa em Maio. Que bom que foi!!
Foi com elas que o meu castelhano upa upa!!
Foi ainda com elas que voltava sempre para casa em Orly. As inesquecíveis noites de Noctilien. Autocarro nocturno que apanhávamos em Austerlitz, e onde eu e a Mireia cantávamos sempre (quase sempre, porque algumas noites ela adormecia). A música preferida foi sempre o medley do Moulin Rouge.
Ainda haveria tanta coisa para dizer, tantos momentos que não quero nem vou esquecer. São momentos que agora fazem parte deste ser que partilha aqui algumas memórias.

Depois de voltar das férias de Natal, uns meses mais tarde apareceu outra pessoa, que já conhecia, mas que a bem dizer estamos sempre a aprender e a conhecer, mais e mais. A Sofia veio fazer Erasmus para Paris. Procurámos casa para dois e descobrimos um primeiro andar, sobre uma Boulengerie, casa refeita a nova, Rue Daguerre em Denfert-Rochereau, 14eme arrondissement. Aqui vivemos os dois desde Março, e não sei quantas vezes já lhe disse, e penso que nunca será suficiente - Adoro viver com a Sofia. Das pessoas mais transparentes, práticas que conheço. Além disso atura-me ^_^ Adoro o bairro, adoro a vida da minha rua, os bares Jazz, o comércio de rua, as Velibs e a torre de Montparnasse que se vê do meu pequeno sofá. Dos momentos mais caricatos aqui em casa foi encontrar a maioria das nossas mobílias extra na rua. Numa noite em que chegámos ao metro e a Sofia se esqueceu do passe, voltámos atrás, e nesse regresso encontrámos um sofá, uma mesa, um banco, uma mesa de cabeceira. Tudo o que era suposto comprarmos para compor de vez a casa. Tudo coisas em bom estado, ou quase. Nesta casa temos sempre pão, morar por cima de uma boulengerie tem as suas vantagens. Pain au chocolat e baguette Tradition ainda quentinhos pela manhã. É só descer, comprar e subir - priceless!! (quer dizer, preço tem :p)
Finalmente tenho um quarto em Paris que posso dizer meu. Onde tenho fotos na parede, mensagens e postais de amigos na porta. Posters afixados, e a natural desarrumação de qualquer quarto que eu habite.

De todas estas maravilhas, mesmo assim, ainda há coisa que custam. Ver partir os nossos amigos. Uma verdade inevitável mas sempre adiada no nosso pensamento...até ao dia. Primeiro o Luís...o meu mentor em Paris...tudo o que eu sei da vida prática em Paris, o Luís já o sabia e partilhou tudo comigo. Depois quase em cadeia a malta Erasmus. A Irene foi a primeira das moicanas a partir...logo depois o Max, a Elena, a Mireia, a Chiara...para o fim ficámos nós. Os resistentes...la résistance!! O Dani, o Pepe e eu...
...e também as minhas fotos. Mementos...

Penso mesmo que a principal diferença, entre quem já foi e eu que fico cá mais uns tempos, é que eu continuo a por coisas na parede. As saudades, essas, continuam a crescer, peludas, gordas, ruidosas, nunca parando quietas. Se ao menos lhes crescessem asas e voassem...

Panda
De la Banlieue à Paris, do "Olá" às saudades

Thursday, 4 March 2010

Excertos...

Encontrei isto no metro hoje de manhã:

Je fais souvent ce rêve étrange et pénétrant
D'une femme inconnue, et que j'aime, et qui m'aime,
Et qui n'est, chaque fois, ni tout à fait la même
Ni tout à fait une autre, et m'aime et me comprend.

...

Paul Verlaine (Poèmes saturniens)

E este li no outro dia nesse grande bar:

"...Merda! Não sei que fazer. Não sei para onde ir. Apenas aqui, apenas a cerveja, apenas a música, apenas e somente só. Mas nem assim paro. Nem assim deixo de pensar. Mais um trago, ansiando pela anestesia brutal. Que me invada, me inunde, e me adormeça. Só me resta a jola, o degredo, a cadeira vazia, o abraço que não tenho, a chamada que não chega... a esperança defunta.
Merda!..."

Anónimo, bar Les Cigognes

Monday, 1 February 2010

Pah, mas que coisa!

Repondo alguns pontos no i's e começando pelo que tenho em casa.


Os chineses são uns porcos!

Sim, eles são boas pessoas, gosto muito deles como colegas de casa. Mas chega mas há certas coisas que é demais. Primeiro, não sabem para que serve o piaçava; segundo não sabem para que serve a cortina da banheira; terceiro não sabem que quando se suja o chão normalmente limpa-se para não estar a sujar o resto da casa; quarto eles não sabiam que existiam umas máquinas que limpavam a loiça, um tal objecto tão estranho não tem grande utilidades aos seus olhos.


Seguindo para outro tópico.


Francesas irritantes!

E franceses também, mas esta em especial. Um tal monitora de um curso de estatística no semestre passado, loira, óculos, pequenina, como um voz que não tem outro adjectivo que irritante. E quando lhe digo que quero usar o meu computador porque programo mais rápido num teclado que conheço que no horrendo AZERTY francês, a gaja vira-se e diz "Mais écoute, tu fais se que tu veux!", traduzindo: mas escuta, tu fazes o que quiseres. Agora imaginem só até à primeira vírgula, uma voz irritante, a dar uns agudos estridentes na parte "éCOUte", com o nariz levantado, mas mesmo levantado até ao teto. Agora preguem o nariz ao teto, à martelada e bem forte...bam bam bam...e digam em voz alta "Mais écoute!!".

Só à chapada.


Pessoas na profissão errada é do pior.

Eu espero mesmo fazer algo que goste minimamente, e nunca ir parar à situação do Monsieur Mihoub, director da PSTI, associação para integração de estudantes no trabalho, associação essa que é responsável pelo meu apartamento. Não é que o homem tanto está a gritar aos berros, com os dentes que parece um cavalo, a gafanhotar (se me é permitido mais este abuso entre tantos neste obra lírica), e a (dizer não que aquilo não é falar. O termo é outro…é…isso!!) grunhir que é o director que tem que ser respeitado e que não pode esperar por mim 5 mins. Pah, ok, eu falhei. Eu deveria estar à hora que marcou, perdi o comboio que me punha lá a horas e apanhei o próximo, que me punha lá 5 mins depois da hora. E liguei para o senhor meia hora antes a dizer o que se passava. O senhor decidiu rebentar-me o tímpano, se me recordo do lado direito, mas ainda estou um pouco tonto e com um zumbido estranho. Até aí, pah, eu só tinha que baixar a bola, desmanchar-me em desculpas por 5 mins de atraso e ainda ter avisado antes. Quando cheguei tive que ir à sua procura, e foi com uma sorte descomunal que o encontrei (graças a um local simpático…não são todos maus, mas também se contam pelos dedos de uma mão). Quando encontro o dito senhor o homem é a pessoa mais doce do mundo, mais prestável do mundo, mais amigável que já vi à frente dos serviços de uma associação ou algo equiparado (diga-se de passagem não conheço assim tantas). Como é que é possível?? O homem mudou completamente de postura, diria até de personalidade mas não sou psicanalista. Já os meus colegas que vivem noutro lugar também da PSTI dizem que o homem é mesmo louco. Eu a pensar que era o meu charme português que ele tanto gostava. Isto foi no primeiro dia que fui para Orly, 15 de Outubro 2009, e desde então o senhor é tanto é simpático como a pior pessoa que se pode conhecer no mundo. Enfim, não mudou muito, ou melhor, nada!!!


E quando os serviços são piores que em Portugal,

(não vou usar palavrões mas apetecia um mesmo agora).

Pah, ida ao hospital, porque caí de bicicleta na noite de halloween. No dia seguinte fui ao hospital. Fui tratado impecavelmente. Não paguei nada, e a senhora disse que me mandavam a conta para casa (e se eu desse a morada errada?? É que confirmação foi zero…adiante). Um mês e pouco depois recebo uma cartinha do hospital com a dita cuja. Depois de ler e reler para confirmar, dispunha das seguintes hipóteses:

-Pagar por inteiro sem seguro ou segurança social, cerca de 50 euros

-Pagar parte com cobertura social/seguro, cerca de 14 euros

-Isento se se incluir em determinadas condições

Perante as minhas complicadas opções, como foi óbvio estava na segunda hipótese. Tenho segurança social portuguesa, que só por acaso está na UE, que só por acaso a França é um dos países fundadores. Tenho cartão europeu de saúde, papelada, tudo em ordem. Fui ao hospital, e na tesouraria mandam-me para um outro local porque ali não tinham fotocopiadora a funcionar e precisavam de cópia da minha identificação. Tudo bem, acontece. Fui parar ao outro sítio, curiosamente ao lado das urgências onde fui atendido, e esperei pela minha vez. Lá fui atendido, mostrei os papeis ao senhor, ele tirou-me cópia do BI e da minha conta a pagar, e depois…pah…e depois foram 15 mins de frustração completa das duas partes, e assim já de preparo para o que vem, foi das poucas pessoas que me apeteceu espancar violentamente em França.

Ora bem, o homem vira-se e diz (ad libitum vou traduzindo) "O seu cartão Vitalis, por favor!", cartão de segurança social francês, que eu, como bom cidadão não francês, não tenho. E expliquei ao senhor: "Eu sou estudante estrangeiro, universitário, em Erasmus, só estou aqui um ano e não tenho segurança social francesa. Sou português e tenho segurança social portuguesa. Mas, tenho comigo um cartão europeu de saúde" , que lhe passei rapidamente. Isto com a maior das calmas. O homem olha para aquilo 30 secs e diz, "Não serve, isto não é reconhecido, quero o seu cartão Vitalis." ALTO…algo não foi bem entendido. Ok que o meu francês não é fantástico (aqui entre nós eu acho que é perfeitamente bom e compreensível, até porque eu não falo rápido e de nariz empinado como certas monitoras de cursos de estatística que me metem os nervos em pé…assim muito alto….assim pregados no teto…enfim). Lentamente expliquei, com menos palavras, e com aquelas mais sonantes -as palavras chave- (quase parecia um concurso): "Eu não sou francês, eu sou português. Eu não tenho cartão Vitalis porque não sou francês, sou português. Tenho aqui o meu cartão português e tenho também um CARTÂO EUROPEU DE SAÚDE!!". Mostrei-lhe ainda o meu seguro de estudante.

Pah, das duas uma, ou percebeu ou está a gozar com minha cara. Acho que foi mais a segunda opção. Ora bem, o senhor muito delicadamente (coff coff coff…exacto, delicada, suave e simpaticamente…ou talvez não) disse-me (apetecia usar grunhir outra vez, mas acho que o Monsieur Mihoub é o mestre dos grunhos, simpática, suave e delicadamente). Portanto, gozando com a minha cara, o senhor diz: "Quero o seu cartão Vitalis, sem isso tem que pagar por inteiro."

E foi daqueles momentos em que o tempo pára, olhamos à volta e tudo está suspenso, imóvel, intocável, e pensamos:

Estamos em Portugal??

Não!!

Estamos onde??

Em França!!

Estamos a falar a mesma Língua?

Sim (bolas, de certinha que me entendeu…não tenho dúvidas)!

Então porque é que uma situação (que até deve ser comum num hospital publico, daquela dimensão, ao lado de duas ou três grandes universidades), a receber um cidadão estrangeiro, porém Europeu (prestar atenção a isto que acabei de escrever) e isto não funciona fácil e simplesmente??

A resposta é profunda, mas reduzindo a muito pouco, os franceses desta geração (40's pa cima) pela minha perspectiva, não gostam muito de estrangeiros. Pedi atenção à pouco por isto. Se inverter a franze anterior quase que demonstra a mente de um francês destas idades: Eles não recebem cidadão estrangeiro Europeus, eles recebem Europeu que, e principalmente, são ESTRANGEIROS, e como tal, não merecem a consideração de um Europeu FRANCÊS. Claro que isto não é comum a todos, e os outro contam-se pelos dedos da outra mão (que já usei uma mais acima). Ou seja, entre 5 a 10 franceses que se podem dizer simpáticos, e sem contar com família, não há cá batota.

Seguindo com o sucedido, repeti exactamente o que disse da primeira ainda com menos palavras e quase a falar em infinitivo. Abusando seria: "Eu não ser francês, eu ser português, união europeia, cartão europeu de saúde. Devia funcionar."

Qual disco riscado a roçar os ultra-sons: "A sua carta Vitalis por favor, se não paga tudo por inteiro."

É que nem era pela diferença que ia deixar de pagar. Pagar os 50 euros não me fazia diferença nenhuma, e da maneira que fui cuidado dentro do hospital, até merecia os 50 euros. A questão era tão somente o absurdo da situação. Tive a um cabelinho de me passar dos carretos. E com mais uma dose suprema de paciência expliquei em texto mais elaborado que anteriormente: "Não tenho carta Vitalis. São cidadão Europeu, isto não é válido?? Disseram-me em Portugal que era necessário utilizar isto aqui em caso de vir ao hospital, e agro ao senhor diz-me que não serve para nada. Você veja lá bem os meus documentos."

O homem pega naquilo pela quinta vez, ou lá perto, e começa a teclar com se os dedos fossem mais pesados e mais duros que martelos a pregar pregos longos e fortes em superfície de aço. Pah, grrrrrrrr….o homem vira-se como um tom desprezível e diz que me colocou numa categoria qualquer parva, que era o máximo que me podia fazer…(aqui vinha outro palavrão que deixo ao vosso critério). Então e fazerem as coisas como deve ser, eu não tenho que ter carta Vitalis sendo estrangeiro, estou na União Europeia como ele, estou num dos países fundadores da dita "União", tenho os documentos todos que quase me obrigaram a trazer de Portugal, tudo em dia e em ordem, e o tipo tem a LATA de me dizer que me está a fazer um favor???? (mais palavrões e mais e mais e mais). Estou eu a engolir aquilo, a pagar só os 14 euros como era bonito e como deveria ser, toma lá dinheiro, manda pa cá os documentos, e depois viro-me pa ele: "Mas e então??? Funcionou ou não funcionou?!?!?" com um pouco (muuuuuiiiiiiitooooooooooo )de escárnio à mistura. Ele lá barafustou mais um bocado.

Sinceramente, nunca tinha sentido um estado de tal irritação com serviços públicos…

ok, talvez nas finanças em Portugal…

e no notário em Portugal…

e também no médico em Portugal…

E foi aqui, neste exacto momento desta corrente de pensamentos, que veio a minha profunda e instintiva agressividade…Apetecia mesmo bater-lhe. Nele porque representava os serviços que não eram nem portugueses nem de nenhum país subdesenvolvido. Estamos em FRANÇA, coração da EUROPA!! (asneiras e mais asneiras, desta vez em francês, pa ser mais chique). E no fim uma expressão tão simples, tão portuguesa,


"Pah, mas que coisa!"

(Palavrões, asneiras, vernáculo, decibels elevados e em todas as 5 línguas que falo)


Não que isto tenho terminado…mas já chega de desalvorar por hoje.


Panda,

A beber e a afogar as mágoas em cerveja de uma vida nem sempre fácil em França


PS: Este post foi mesmo à tuga. São as minhas raízes que ainda pegam forte....bahhhh...a ver se bebo mais e só digo coisas boas e lindas do mundo!

Saturday, 19 December 2009

Última semana em Paris antes do Natal

Terminados todos os trabalhos e quase todas as aulas, na Quinta-feira estava "quasi" em férias. Quis aproveitar para sair mas o pessoal estava todo ocupado com trabalhos e testes. Mas não perdi pela demora, pois nos dias a seguir tive imensas festas: na resi portuguesa na cité, na resi de Issy les Moulineaux, na Bastille...Aproveitei o tempo mais folgado para fazer lasanha e um enorme bolo de iogurte (aproveitei para limpar o frigorifico), bolo esse que desapareceu em segundos na festa em Issy. Mesmo com esta semana cheia de festas creio que a melhor saída de todas foi uma em que eu e o Pepe não tínhamos destino. Simplesmente bebida e vontade de nos divertimos. E nessa noite fomos para a frente da Notre Dame beber. O melhor foi que o pessoal todo que conhecemos nos ligou a perguntar onde estávamos e se se podiam juntar. No fim da noite éramos bastantes (ou então já estava a ver coisas mais). Outra saída muito boa é sempre na resi portuguesa da cité. O pessoal é fantástico, a música é a melhor em Paris (pelo menos do que conheço) e têm cerveja tuga ^_^

Adiante...no Sábado fui jantar ao restaurante português que conheço, comi uma bela feijoada à transmontana, com vinho e a ver a bola na SportTv (nem vou comentar o jogo do SCP-UDL). Mas soube bem, já tinha um bichinho a querer voltar para casa. Comer a comidinha caseira da mãe, matar saudades.

Depois de me despedir de uma montanha de gente, a maioria de Erasmus (uns voltam para o ano, outros regressam de vez a casa), decidi passear à noite por Paris. Subi até ao Sacre Coeur de onde se tem uma vista fantástica sobre a cidade das luzes (aparte: para os franceses a cidade das luzes é Lyon, porque eles têm um festival qualquer de luzes). E quando estava a apreciar a vista oiço um grupo coral, a cantar músicas de natal e de filmes. No fim perguntavam ao público (tipo 5 pessoas porque estava um frio de rachar) se conheciam o filme onde passou a música. Claro que eu adivinhei a música do StarWars (final do Ep1). Ganhei um presente: dois beijinhos da moça mai linda do grupo. Ganhei também fotos deles e contactos no facebook, basicamente conheci mais gente interessante.
E a noite terminou com uma visita nocturna ao Arc du Triomphe, Champs Elysee, la Seine...ai ai, Paris!! (Favor de ler a última frase com sotaque ^_^)

O último dia guardei para comprar os souvenirs, não muitos porque a mala não é muito grande e o dinheiro ainda não cresce no meu quintal. Mas o último dia em Paris teve um surpresa fantástica: Neve!! Ora a última vez que eu estive na neve foi na Serra da Estrela já à muitos anos atrás, devia ter uns 12 ou 13. Mais de 10 anos depois era eu e a Catarina a brincar na neve, a mandar bolas e a deslizar ^_^ Achámos que estávamos a ser crianças demais, porque em Paris as pessoas já deviam ter o hábito de conviver com a neve. Mas 5 mins depois estava imensa gente na faculdade a fazer pior que nós :P É tão bom ser criança outra vez, nem que seja por breves instantes, nem que seja por uma bola de neve.

Era tempo de confirmar a minha check list:

Papelada do estagio - check

Ir ao banco pagar a renda para Janeiro - check

Almoçar com a Catarina - check

Trabalhar com o Matias para a cadeira de satélites - Ups! (Na verdade ele foi para Barcelona nessa tarde)

Souvenirs - check

Comprar um doce para gente gulosa que eu cá sei - check

Fazer a mala - bolas, faltava esta, talvez a mais complicada.

Isto porque eu vou na EasyJet (nem acredito que escrevi isto, sim estou a voar neste momento na EasyJet...bahhh) e não levo mala no porão. Ou seja, vai tudo no "sac-à-dos" e tive que apertar tudo um bocadinho. Enfim, não trouxe comigo Paris, entenda-se, não me chamo Laurinda Machado (minha adorada Mãe).

Gostei do pessoal todo a dizer que estava frio em Lx, um frio imenso e quando fui ver na net estavam em Lx 12° C. Nesse mesmo dia em Paris estava -1° C, quer dizer?!?! E a cair neve e tudo e o frio é em Lx?? :P

E chegámos ao dia de hoje, dormi pouco com medo de não acordar a horas. Disse adeus ao chinês primeiro (é como os distingo, um deles foi lá para casa primeiro que o outro) e lá segui caminho para o aeroporto. Tive sorte porque como o comboio vinha com atraso, assim que chegou à periferia norte de Paris o maquinista avisa que aquele comboio mudou de itinerário e que só pára no aeroporto CDG. Fantástico, mas só para mim. Porque o resto das pessoas levantaram-se com um "ohh" quase em uníssono e saíram. E a viagem foi muito porreira (também paguei 8€ e meio para ir para aquela zona bahhh). Depois no aeroporto o único problema foi mesmo a neve. Aviões cobertos de branco, e por causa disso o meu voo teve 2h de atraso. Nesse tempo só vi movimentos na placa aos quais não estou mesmo nada habituado. Primeiro os limpa-neves gigantescos e sempre 3 de cada vez para cobrir a largura da pista. Depois dois camiões especializados em dar banho a aviões, à pressão e suponho que com liquido anticongelante (suponho, não sei, pelo menos era amarelo). Alguma vez se viu isto em LPPT :P ??

Neste momento estou a voar sobre as Astúrias, segundo o comandante a 11Km de altitude e a 800Km/h, e vou chegar duas horas atrasado, e é um voo da EasyJet, e não levo mala de porão porque é mais caro, e que tirando uma das hospedeiras que é linda linda linda, é um voo da treta. Saiu-me caro, não tenho refeição, o avião é laranja...enfim. Au revoir Paris (até dia 2 de Janeiro :P, outra vez na EasyJet bahhh)

Estou quase em casa, o resto são histórias...e são muitas.

1a parte do sonho Erasmus - check!

Panda, a mirar os espanhóis cá d'arriba...e quase a dar aquele abraço
18 de Dezembro 2009

Sunday, 15 November 2009

2 meses

Faz hoje 2 meses que cheguei a Paris.

Está a ser fantástico!!!
^_^

Comments?

Panda
Com saudades

Friday, 6 November 2009

La vie à Paris!

Passado mais de um mês e meio a ver se ainda sei escrever decentemente em Português! ^_^

Vou então dissertar um bocadinho sobre a minha vida cá desde que cheguei...
Cheguei dia 15 de Setembro e fui direitinho ter a casa da prima Marcelina (lado da famelga da minha mãe). Ela já vive em França hà mais de 40 anos, e é muito giro quando ela se chateia...dispara num "francotuga" cheio da boa linguagem nortenha. É excelente. Não podia ter sido mais bem recebido, tanto por ela como pela família toda, filhos, genro e nora, e os netinhos lindos dela. Pôs-me completamente à vontade, deu-me chaves de casa, explicou-me os cantos todos, a comida, o meu quarto...tudo. Vivi muito bem mesmo. As partes chatas foram os transportes para lá (Pontault-Combault). Demorava quase uma hora e vinte a chegar à minha univ...tinha que sair cedíssimo de casa para entrar a horas de manhã. A outra parte chata é que viver com família tem coisas excelentes (não pagar renda, comidinha caseira, roupa lavada, essas coisas todas), mas tinha que avisar sempre quando chegava, se ía dormir a casa ou não, se ía porque ía...enfim, famelga. Mas...vivi muito bem. Ela acolheu-me exactamente um mês.



No entretanto conheci imensa gente, de todos os lados da Europa, e também de muito sítios do mundo. Fiz amizade mais chegada com um equatoriano - Henry, uma alemã - Rebecca, um espanhol - Pepe e uma italiana - Sara. E é com eles que costumo sair, beber uns copos, curtir a noite em Paris. Para além dos Erasmus, dou-me muitíssimo bem com os meus colegas de curso, em particular o Romain, o Matias (que é espanhol e já estuda cá hà 4 anos) e a Lu (Chinesa)



Tugas por cá encontrei a Catarina de matemática (lá do IST) e temos ido dançar tango uma vez ou outra, e o Luís (de Coimbra) que está a terminar o mestrado cá. Têm sido companhias excelentes.

Na universidade, bom, a gente diz que em Portugal é tudo mau, aqui é assim assim. Tem coisas excelentes, por exemplo o uso que eles dão ao cartão de estudante para pagar tudo e mais alguma coisa (tipo porta moedas multibanco que já tivemos, mas é usado em tudo e em todo o lado à grande), as brutas bibliotecas que eles têm (com salas de estudo para duas a 4 pessoas, isoladas, com quadros brancos, o facto de poder levar livros para casa durante 3 semanas em vez de 3 dias como no IST), uma audioteca, a videoteca que mais parece um cinema), salas de computadores com impressões de borla, cantinas fantásticas por 2,90, serviço de estudantes centralizado em toda a região de Paris, interligação de Universidades (ter aulas nos campos dos outros, profs dos outros, acesso a tudo dos outros com o mesmo cartão de estudante), digamos que, do referencial estudante, as milhentas universidades em Paris funcionam quase como uma só em termos de serviços e de acesso. Em Portugal não é assim tão estranho ir a outras cantinas por exemplo, a cena é que aqui as cantinas têm todas o mesmo sistema por pontos, o serviço é o mesmo e a qualidade é muito boa!!!



As partes menos boas é ter aulas em 4 campus diferentes, Eduroam para eles é uma coisa ultra moderna, acesso centralizado de rede, mails, ssh, essas coisas ainda é uma coisa muito embrionária aqui, e a primeira reacção deles é dizer mal (estilo Fénix quando apareceu...lembram-se?), e o pior de tudo, mesmo mau (e eu a pensar que me tinha safado de Portugal) a burocracia (em francês diz-se "paprasse" que me faz sempre lembrar papelada), nós é que temos que ir atrás das pessoas para resolvermos a nossa vida ou bem podemos ficar à espera que o semestre acabe para saber onde tenho aulas, qual o horário, onde fica a faculdade...e eles a assinarem papeis, mesmo internos de faculdade que assinam todos os dias, desconfiam sempre e telefonam a perguntar de onde vem isto e aquilo. E depois perdem coisas, nunca mais ninguém vê aquilo, por isso convém ter muitas cópias de tudo. Agora, a grande vantagem em relação a Portugal é que quando se trata disto tudo, quando não há mais papelada, ninguém nos vem chatiar com mais nada. Nadinha...tudo chega a casa, tudo é comunicado, tudo é tratado internamente. É um descanso!



Vida em Paris é uma coisa fantástica. Desde logo as belas das bicicletas, as Velib's, que custam um euro de aluguer por dia sob a condição de ir de um posto ao outro em menos de meia hora. Meia hora a mais e paga-se mais um euro ^_^ e existem milhares de postos em paris. Bicicletas boas, bem equipadas para a cidade. É muito bom quando faz solinho ir de um campus para o outro de bicicleta junto ao Sena. Belas manhãs de Outono!! Muito melhor que ir de bus, mas o bus lá me safa quando chove. Agora, melhor que isto tudo são os transportes sobre carris! Metro e RER são do melhor em transportes em Paris. O metro está sempre a passar, mesmo sempre a passar, e.g., a linha 14 é completamente automatizada (sem condutor, com abertura de portas automática) e em hora de ponta passar um de 30 em 30 secs...é a loucura. E vai sempre cheio. O RER é um sub-urbano, que também faz paragens dentro de Paris, muito útil ara fazer grandes distâncias (tipo ir de uma ponta a outra de Paris em pouco tempo). Para quem vive na Banlieue (aka subúrbios de Paris) o RER é o pão nosso de cada dia, que chega sempre à hora certa (excepto em dias de greve que ainda são bastantes). Adoro RER: é confortável, rápido, cumpre horários!!



Depois claro que existem as várias atracções Parisienses. Ainda me falta muito para ver, mas tenho tempo. Até agora eis o que já fiz/visitei/vi/gostei:
-Louvre
-Versailles
-Tango
-Meta-Danse
-Parc du Champs de Mars/Tour Eiffel
-Notre-Dame
-Telhado dos armazéns Lafayette com uma vista descomunal sobre Paris (thanks Tomé ^_^)
-Vários parques/jardins
-Nuit Blanche
-Châtelet
-Jardin des Tuileries
-L'Orangerie
-Champs Elysées
-Cité Universitaire International
-Concerto Église Saint-Étienne-du-Mont
-Musée National du Sport





E montes de festas Erasmus, piqueniques Erasmus, encontros Erasmus, visitas Erasmus, concertos Eramus..."you name it" Erasmus. Para organizar tudo isto tenho tutores, a bem dizer, tutoras. Alunos da univ, que querem dedicar tempo durante o semestre a ajudar os alunos Erasmus a integrarem-se. Então organizam muitos encontros e visitas, muitas actividades diferentes, para todos os gostos. É bom para nós, sempre nos dá um contacto regular com o pessoal assim como um intercâmbio de cultura, à mistura com o francês dos tutores. E é também bom para eles, porque eles fazem um relatório no final do semestre e ganham créditos para o curso. É excelente!!



Por causa da última festa a que fui, Halloween, fiquei também a conhecer o Serviço Hospitalar de Paris. Isto porque quando saí de uma festa às 3 da manhã, o mais simples era ir de bicicleta para a outra festa, que até era perto. Então lá fui...problema: chão molhado. Numa curva a roda foi para um lado e eu para o outro. Chão!!! Magoei-me a sério no meu braço direito. No dia a seguir lá fui ao Hospital tirar umas radiografias só para confirmar que de facto não estava partido. Fui muito bem atendido!!

Bom, um mês depois de viver em casa da prima, longe como tudo, mudei-me par uma espécie de residência universitária. É uma associação de integração na vida activa que trabalha em parceria com a univ. Eles têm várias residências e aqui em Orly têm 5 apartamentos, cada um para 3 estudantes. Podem ver o belo do meu vídeo sobre a casa. Mudei-me para no dia 15 de Outubro, exactamente um mês depois de ter chegado a Paris, de ter ido para casa da prima Marcelina. Foi também esse o dia que assinalou o maior período de tempo que alguma vez tive fora de casa, e longe dos papás. Papás estes que me ligam todos os dias, sem excepção (talvez quando estou em festas :P)...viva o skype! Cá em Orly é fantástico, tenho o aeroporto ao lado para me sentir em casa, tenho tudo o que é serviços e mercados ao fim da rua, McDonnalds também, campo da bola mesmo em frente. A minha casa está super equipada para o que é normal numa residência dedicada a estudantes em Paris. Os meus colegas de casa só chegaram esta semana. Dois chineses...hahaha...é desta que aprendo mandarim. Eles são bastante simpáticos. Melhor de tudo é o RER só demorar 15 mins até ao campus principal!!! ^_^



E agora, estou rotinado com a vida cá, tenho novos amigos, tenho alguns que já conhecia, finalmente tenho um sítio só para mim, tenho feito a minha comidinha, lavado a roupa, a viver a vida de solteiro. Festas, soirées, concertos, passear na bela cidade que é Paris. Estou à espera de visitas. Tenho imensas saudades de todos, sim mãe, de ti também :P



Je vous attends à Paris, la ville de la lumière, du romance, d'amour...

Panda
Très content!!